A Beautiful Lie
A música leva o título do álbum A Beautiful Lie e promete repetir o sucesso mundial de público e crítica dos singles anteriores da banda, "The Kill" e "From Yesterday". A estréia pode ser conferida aqui.
Dirigida por Angakok Panipaq, a produção foi realizada com apoio de entidades ambientalistas com o intuito de minimizar o impacto ambiental das filmagens. As cenas foram rodadas em alta definição, em locações no Pólo Norte, na Groenlândia: foi a primeira vez que uma equipe norte-americana gravou um clipe no local.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
74% dos jornalistas jovens querem deixar profissão, diz pesquisa dos EUA
Da Redação do Comunique-se
Um estudo da Universidade de Ball State, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos, apontou que 74,5% dos jornalistas com menos de 34 anos estão decididos (31%) ou pensando (43,5%) em deixar a profissão.
Os números da falta de motivação entre os jovens superam a média dos entrevistados: 25,7% dos jornalistas pensam em deixar a profissão, enquanto 36,2% disseram-se em dúvida quanto à carreira.
Entre os motivos da desistência estão os baixos salários, a longa jornada de trabalho e o estresse.
Os jornalistas que deixarão a profissão não vão, necessariamente, abandonar a indústria da mídia, diz a pesquisa. Alguns serão free-lancers, outros pensam no setor de Relações Públicas. Entre outras opções está buscar uma carreira acadêmica e cursar outra área de estudo.
Um estudo da Universidade de Ball State, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos, apontou que 74,5% dos jornalistas com menos de 34 anos estão decididos (31%) ou pensando (43,5%) em deixar a profissão.
Os números da falta de motivação entre os jovens superam a média dos entrevistados: 25,7% dos jornalistas pensam em deixar a profissão, enquanto 36,2% disseram-se em dúvida quanto à carreira.
Entre os motivos da desistência estão os baixos salários, a longa jornada de trabalho e o estresse.
Os jornalistas que deixarão a profissão não vão, necessariamente, abandonar a indústria da mídia, diz a pesquisa. Alguns serão free-lancers, outros pensam no setor de Relações Públicas. Entre outras opções está buscar uma carreira acadêmica e cursar outra área de estudo.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
A comunicação da sustentabilidade: desvios e desafios
Por Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental
Não é preciso ser um observador arguto para perceber que a sustentabilidade, assim como foi a qualidade em outros tempos, está se transformando em atributo para a construção de marcas de grandes empresas no Brasil.
Qualquer um que tivesse ficado perdido, por dois anos, em uma ilha asiática qualquer, e retornasse agora pela manhã ao país, ficaria com a impressão de que as grandes corporações brasileiras resolveram incluir no seu core business a salvação da humanidade e do Planeta. Páginas e páginas de revistas e jornais, spots de rádio, portais na Internet e milhares de minutos em horário nobre na televisão – a um custo que poderia ajudar a preservar a Amazônia do desmatamento - trazem, todos os dias, mensagens reforçando os compromissos socioambientais de empresas, o que leva a concluir que consideram este um diferencial importante e desejam, de fato, ser identificadas com ele.
Apesar de convencional, muito bem escorado nos fundamentos da propaganda, o expediente utilizado pelas empresas parece receita de sucesso garantido: uma boa mensagem criativa que sirva para “embalar” as ações socioambientais, martelada com intensa frequência nos meios de comunicação de massa, em torno de um tema que o consumidor e a sociedade valorizam, criará invariavelmente a percepção de que a e empresa é sustentável, atraindo para este posicionamento simpatia e admiração públicos. Será? Há um elemento novo que pode confundir o resultado líquido e certo da equação: a desconfiança crescente das pessoas em relação a propagandas desse tipo, algo que, de algum modo, uma pesquisa do Ibope constatou há dois meses. Cerca de 46% dos brasileiros —apontou o estudo -- acham que as ações de responsabilidade social e ambiental constituem apenas uma estratégia de marketing.
Qualquer um que se proponha a conversar com pessoas nas ruas, estar nos seminários especializados ou frequentar os círculos de formadores de opinião, sabe que persiste uma certa cisma de que, em sustentabilidade, as corporações fazem menos do que apregoam e bem menos do que fariam se o tema não representasse um valor para os negócios na percepção dos consumidores e da sociedade. Diante desse quadro, cabe refletir sobre as razões pelas quais as pessoas duvidam das mensagens da propaganda sustentável. Com certeza, não existem respostas conclusivas. Há sabidamente uma natural tendência de desconfiar de tudo o que vem de empresas e um preconceito –equivocado como qualquer outro—de achar que, por instinto, elas jamais deixariam de colocar o lucro acima de valores e princípios socioambientais. Dados os devidos descontos, o fato é que parece mesmo haver excesso de marketing.
Em alguns casos, o marketing tem assumido, nas empresas, o pensamento estratégico sobre sustentabilidade –uma decisão que, em si, denota um contrasenso, na medida em que sustentabilidade pressupõe mudança organizacional mais ampla de cultura, modelos de produção e revisão de estratégias de negócio; e que revela sobretudo a intenção da empresa de associar o tema aos produtos, negócios e marca. A simplificação, o imediatismo de resultados e a crença na auto-suficiência da propaganda são três dos vícios que o marketing transfere para o tema.
Abrigar as ações sociais e ambientais sob um slogan criativo pode até impactar o consumidor, mas não diz tudo o que a empresa faz. Pior do que isso, acabam por desinformá-lo. O tom emocional das campanhas, reforçado por imagens poéticas e metáforas grandiloquentes, não comunicam fatos, resultados e transformações positivas na vida as sociedade e do Planeta. Isso leva o consumidor a desconfiar de que a mensagem é apenas um mais truque publicitário.
Não são poucos os eventos técnicos nos quais profissionais de marketing defendem o investimento em propaganda de práticas socioambientais como um “diferencial estratégico” para a marca. Também não são raros os fóruns em que experts abordam eventuais resultados do “atributo sustentável” para o branding. Muito embora todos aclamem o tema e o distingam como novo “componente de marca” poucos são, no entanto, os que se dão ao trabalho de mensurar o seu peso relativo ou os seus resultados concretos, o que não os impede de tentar alcançá-los com um senso de urgência típico do marketing.
Anda meio fora de moda achar que a propaganda resolve tudo. Ela tem evidentemente o seu papel. E é legítimo que as empresas recorram a ela para comunicar sua atitude sustentável, observando –claro-- cuidados em relação à forma, ao conteúdo e à quantidade. Mas ela só deve ser utilizada, no caso da sustentabilidade, se as práticas socioambientais estiverem, de fato, integradas à estratégia da empresa. Em suas campanhas, as corporações devem assegurar a transparência dos fatos comunicados, reforçar boas práticas que possam ser disseminadas, evitar o tom laudatório e, principalmente, equilibrar os recursos investidos em mídia e nas práticas de sustentabilidade.
Mais importante do que a propaganda, são as ações de comunicação voltadas para os diferentes públicos de interesse. Realizadas com planejamento, ajudam a consolidar a percepção sobre a relação dos grandes temas da sustentabilidade com a identidade da empresa. Não se pode construir imagem sem antes fortalecer a reputação. E reputação se constrói nas relações com os stakeholders. Quem quiser queimar etapas, corre o risco de continuar contando com a desconfiança dos consumidores e da sociedade.
* Ricardo Voltolini é publisher da revista Idéia Socioambiental e consultor de Idéia Sustentável.
(Envolverde/Idéia Socioambiental)
sábado, 22 de dezembro de 2007
Jornalismo ambiental e sustentabilidade
Por Adalberto Wodianer Marcondes*
O jornalismo vive um momento instigante neste início do século XXI. A entrada para valer na Era da Informação, como é conhecido o nosso tempo, faz do jornalismo um suporte para as transformações que vão mudar o comportamento da humanidade nos próximos anos, seja para o bem, ou para se adaptar às rigorosas condições ambientais anunciadas. O jornalista desta nova era, no entanto, não é o mesmo tipo de profissional que construiu a história e a tradição do jornalismo no século XX. Chegou a vez de um profissional mais informado, qualificado e preparado para atuar em ambientes de múltiplas variáveis. O melhor exemplo da transversalidade exigida do deste profissional é o exercício do jornalismo ambiental.
É comum se imaginar que o jornalista ambiental é um profissional que tem de estar em dia com fatos da natureza e só. Esta é uma visão simplista em um mundo em transformação. O fato é que o jornalista que atua com pautas ambientais deve estar preparado para tratar de temas tão diversos como biodiversidade, efeito estufa, camada de ozônio, agenda marrom, tecnologias ambientais empresariais, água e saneamento, ISO 14.000, indicadores de sustentabilidade, ISO 26.000, energia em todas as suas formas, além de processos de produção dos mais diversos itens industriais, como papel e celulose, e seus impactos socioambientais. E isto é apenas uma pincelada no universo de conhecimento específico por onde deve transitar este profissional. A transversalidade que deve existir nas pautas ambientais presentes nos veículos de comunicação começa no jornalista.
Portanto, a qualificação é o principal desafio a ser enfrentado por profissionais que pretendem expandir o olhar do jornalismo sustentável sobre todas as pautas. Descobrir a vertente ambiental em qualquer que seja o tema a ser trabalhado. O segundo grande desafio é a construção dos espaços editoriais onde as pautas ambientais transformam-se em matérias. Tanto nas mídias especializadas, como nas mídias tradicionais. Nas redações dos grandes meios a presença da pauta ambiental começa a ganhar corpo, com dezenas de textos e reportagens de TV todos os dias. No entanto, ainda há uma certa inconsistência na forma de tratar a maioria dos temas. Nem todos os links ambientais que as pautas permitem estão realmente presentes nas matérias. Algumas vezes por falta de interesse, outras, por falta de conhecimento específico.
No caso das mídias especializadas o desafio é encontrar recursos financeiros para manter os projetos editoriais em pé. O financiamento das mídias ambientais é um debate recorrente entre os editores desta área e está longe de ser resolvido. Muitas das mais importantes publicações ambientais do Brasil existem apenas por teimosia de seus editores, já que não existe de fato um modelo de financiamento à informação no Brasil. E este problema não é apenas das mídias ambientais, mas sim do modelo de financiamento da informação no Brasil, ou a falta dele. A Constituição brasileira prevê o direito do cidadão à informação, mas não oferece a contrapartida de garantias a este direito. Existem mecanismos que de certa forma coíbem a censura, mas não existem mecanismos que garantam que uma informação relevante realmente chegue à sociedade. Empresas e governos não têm juízo de valor sobre o tipo de informação que financiam com sua publicidade. E isto precisa ser revisto e repensado, inclusive pela sociedade enquanto consumidores.
De uma forma geral as pautas importantes estão quase todas nas mídias, o que não está é a transversalidade. A inter-relação entre os temas que mostram que a maioria das pautas tem uma vertente ambiental. A mídia ainda tende a trabalhar como se a realidade coubesse em escaninhos. Cada tema vai para uma gavetinha e é tratado separadamente. Quando fala em energia, não se interliga a questão entre o modelo de geração e a utilização da energia, assim como os impactos socioambientais que provocam. Esta ausência está presente no debate sobre a necessidade futura de energia no Brasil para o crescimento econômico. Não se discute que modelo de desenvolvimento é este que necessita de cada vez mais energia, a ponto de precisar pagar um preço ambiental cada vez mais exorbitante. Ou seja, vamos precisar de energia, mas, para quê? Esta resposta genérica "para o desenvolvimento", não pode ser aceita sem questionamentos. É preciso decompor o uso desta energia em suas diversas utilizações e ver se a sociedade precisa ou quer estes usos.
O modelo de desenvolvimento está no cerne da questão ambiental e os jornalistas ainda não estão, em grande parte, preparados para questionar este modelo. Então, se há pautas relevantes que estão fora da mídia, são as que questionam de forma consistente o modelo de desenvolvimento que vem sendo mantido e estimulado no Brasil e no restante do mundo, baseado na produção cada vez maior de energia e o uso imoderado de recursos naturais e estimulado por demandas fictícias de necessidades de consumo.
O jornalismo está em um dos melhores momentos de sua história. Temos tecnologias fantásticas para a difusão de notícias e informações, como a internet e as novas tecnologias de informação digital no rádio e na televisão. Pela primeira vez o jornalista pode realmente ser um profissional liberal e exercer sua profissão da forma como melhor lhe convier.
O jornalista tem neste cenário de Sociedade da Informação uma vantagem competitiva decisiva: ele está preparado para lidar com a informação. A internet rompeu com todas as fronteiras do planeta e é um dos dois principais ambientes da batalha da informação: TV e a Internet.
A parcela da sociedade global que se utiliza da linguagem escrita para obter informação tem na internet seu habitat. Os visuais ficam com a TV. De qualquer forma, quem está preparado para trabalhar com informação são os jornalistas. Que sorte a nossa viver para presenciar este salto da humanidade. É quase como ser um dos pioneiros que andaram de trem ou de navios a vapor.
Mas tudo isto são apenas ferramentas para se trabalhar. Precisamos saber que modelo de desenvolvimento queremos. A enxada não decide o cultivo.
* Adalberto Wodianer Marcondes é jornalista, foi editor de economia em alguns grandes jornais e revistas, e é diretor de redação da Envolverde: www.envolverde.com.br
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Depoimento Luciano Martins Costa - parte 1
O jornalista Luciano Martins Costa tem um trabalho de mais de trinta anos na imprensa brasileira. Atuou em grandes grupos de comunicação e, em 2006, criou a revista Adiante, que se tornou uma referência na cobertura de temas relacionados à Responsabilidade Social das empresas e organizações, e à Sustentabilidade. Atualmente Luciano é colaborador do Observatório da Imprensa, onde faz a apresentação do programa na rádio Cultura de São Paulo.
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